INTEMPESTIVO

Tomo Coca-Cola com café,
A mãe do Red Bull com wisk.
Inspira-me à reviravolta do desatinado juízo,
Soltando o incrédulo súdito do tempo,
Este meu outro eu mais realista.

Nelci Nunes - O Falador.

terça-feira, 11 de julho de 2017

                                                              LAMPEJO DE LEMBRAÇA 
                                                                                              Nelci Nunes - O Falador.

Maria Alejandra Bonilla

Anexos10 de jul (Há 1 dia)
para mimAdja DurãoKatia
Olá Poeta Nelci,

Com muito prazer, o grupo de tradutores em formação da Universidade Federal de Santa Catarina 
lhe envia a tradução, em  espanhol, do poema Lampejo de Lembrança.
Para nós, tradutores de espanhol, foi muito importante sua participação e contribuição 
com informações relevantes sobre o que o motivou a escrever este poema lírico. 
O material documental disponibilizado como fotos de objetivos que fazem parte do poema e de livros 
nos quais o poema foi publicado ajudou-nos a captar os sentimentos retratados no poema.
Todo essa material propiciou criar os subsídios para efetuar este trabalho de tradução. 

Esperamos que goste. 

Obs: Enviamos anexo a este e-mail o arquivo com a  tradução. 


LAMPEJO DE LEMBRANÇA
Nelci Nunes
RECUERDOS DE MI NIÑEZ
Nelci Nunes
Vejo o caldeirão de ferro, escuro, trincado, em cima do fogão.
Viu muita lenha virar cinza e adubo para os canteiros de couve.

Esse herdeiro antigo de variadas e incontidas histórias,
Foi companheiro de inúmeras gerações da mesma família.

Fiel conhecedor de tantas lendas, guardador sombrio de mortais segredos,
Manipulado por diversas mãos; sempre quieto no seu canto mal iluminado.

Nele fervilha o esforço sofrido, a saudade, cólera presa na garganta.
Cozinha alimentos; ferve roupas, tinge saia, prantos ancestrais...

Forjado em remoto tempo, dono, senhor de desconhecida idade,
Repousa sob o negrume do picumã. De tão usado já não enferruja mais...
Veo la olla de hierro, oscura, trisada arriba de la cocina.
Vio mucha leña transformarse en ceniza y en abono para el cantero de berza.

Ese heredero antiguo de variadas e incontenidas historias, 
Fue compañero de inúmeras generaciones de la misma familia.

Fiel conocedor de tantas historias, guardador sombrío de mortales secretos,
Manipulado por diferentes manos; siempre quieto en su rincón mal iluminado.

En el esfuerzo sufrido, la nostalgia, cólera atajada en la garganta.
Se cocinaba alimentos; ropas, se teñía faldas, llantos ancestrales...

Fraguado en tiempo remoto, dueño, señor de una desconocida edad,
Reposa sobre la negritud del hollín. De tan usado ya no oxida más ...

Att, 

Profª María Alejandra M. Bonilla
Administradora de Empresas
Mestra em Engenharia e Gestão do Conhecimento.


BOM DIA, LI EMOCIONADO. FICOU TÃO BONITO. PARECE AUTOR FAMOSO, QUE MARAVILHA! MUITO OBRIGADO PELO APREÇO E CONSIDERAÇÃO. GOSTEI DE VERDADE. PARABÉNS A TODOS. ALVÍSSARAS! Nelci Nunes.